Como Cagaréu que sou tenho gosto de dar a conhecer a minha terra, neste caso mais propriamente a zona da praia da Barra que pertence ao concelho de Ílhavo.



Este fim de semana resolvi dar um pulinho até Arouca para provar a famosa posta de carne arouquesa,
carne selecionada vinda de vaquinhas como esta na fotografia. Arouca é uma vila pacata, sem a grande agitação da cidade mas sim com toda a calma de um lugar íntimo com a natureza. Lá pude subir ao monte da Nª Sª da Mó e desfrutar de uma vista sobre a localidade, lugar predileto para namorar à noite pelos casais da terra... Para quem aprecia arte sacra pode visitar o museu no convento que tem uma igreja de deixar boqui-aberto qualquer um, e de seguida ir descansar um pouco nos bancos do jardim ali ao lado. Por fim, aconselho a irem jantar ao Parlamento, onde se pode comer os "Bifinhos" de carne arouquesa, bifinhos entre aspas porque são é uns valentes bifões. Desde as entradas, com rissóis e croquetes quentes a acompanhar com broa da região fresquinha até ao doce da casa é de bramar aos céus, o único problema é que quando derem por ela já comeram demais e ficam que nem podem.... depois o melhor mesmo é pedir uma água com gás. Porque a seguir é só atravessar a rua para irem tomar café ao Assembleia (que serve umas francesinhas de trás da orelha). E pronto aqui fica a sugestão para um bom jantar, e não precisa de ser deputado para lá entrar ;)
Asta...
Olá visitantes amigos e conhecidos. Não, ainda não terminaram as minhas férias, felizmente! Se há coisa que tenho gosto que demore são as minhas férias. Mas este ano o São Pedro não está a ser lá muito amigo de quem tirou férias em Agosto e que gosta de apanhar uma corzinha, só de quinta a sábado é que deu finalmente para tostar um pouco, hoje o sol já apareceu muito tímido. Devido ao tempo decidi este ano não fazer grandes planos, para que gastar dinheiro em "grandes" férias se depois o sol não aparece... assim sendo esperei pela esperada quinta feira passada, cheia de sol, assim prometida pelos metereologistas. No dia anterior, abri o mapa de portugal, estendido sobre a mesa de jantar comecei a procurar um local que me agradasse conhecer. Muitos Portugueses esquecem-se que Portugal tem muitos sitios maravilhosos para se conhecer. É pena que muitas das vezes os estrangeiros acabem por usufruir mais desses locais que nós próprios. Depois de uma procura de norte a sul estava prestes a desistir, nenhum distrito me inspirava, ou por já conhecer ou por ser muito longe ou por ser muito caro ou por ser muito arriscado, quando de repente reparei num arquipelago a 10 kilometros da costa... Olha, um arquipelago aqui mesmo ao lado e eu nem sabia...santa ignorancia....fonix... Berlengas! Pronto é este o place que vou visitar! E lá fui eu no dia seguinte sem grandes preparos até Peniche, mais exactamente até ao cabo Carvoeiro. Peguei a estrada junto ao litoral para poder aproveitar os roteiros pictorescos indicados pelo mapa, demoramos foi 4 horas a chegar de Aveiro a Peniche, mas pronto sempre deu para conhecer alguns nomes esquesitos de terras como "Venda das Raparigas", "Amor", "Milagres"...e também observar os moinhos de vento no cimo da serra de Aires.
Chegados a Peniche corremos para apanhar a lancha que nos podia levar á ilha, mas tinhamos chegado demasiado tarde, tudo esgotado e as estadias nas ilhas idem. Um pouco desgostosos mas compreendendo que tinhamos vindo muito a papo-seco...mas desistir não, fomos arranjar uma dormida por ali mesmo e depois iriamos no dia seguinte visitar a ilha.
A ilha é considerada uma reserva natural, e por isso mesmo não é explorada intensivamente e os turistas que não têm estadia só podem permanecer 3 horas na ilha. Assim mesmo fomos visitar, aparentemente parece apenas uma grande rocha, mas depois de lá chegar a vista começa a dislumbrar as coisas bonitas da ilha, a água transparente parecia de um país tropical e as milhares de aves na ilha faziam parecer que se estava no National Geografic, a fauna é muito rica e vale a pena visitar, basta que tenham vontade de trepar e descer alguns trilhos ingremes, só se pode andar a pé claro, a ilha tem o mínimo de condições devido á preservação do espaço natural.
Daqui a mais uma semanita estarei de volta, por enquanto só apanhei uma corzinha e queria ficar pelo menos um pouco bronzeado para me lembrar durante umas semanas que tive férias.
Até breve.
Antes de começar a escrever, vamos lá ver que "cd's" é que a menina d'o blogalternativo tem por lá na gaveta...
Moby :D fico sempre bem servido...
Ora, então tenho de por os assuntos em dia. Nesta última semana passaram-se um par de coisas relevantes na minha "bida". A primeira foi um amigo meu já à 10 anos que se casou, foram casar para longe, Chaves, foi lá que passei o fim de semana passado. Saímos de Aveiro pela noite de sexta, jantamos no Porto e calmamente fomos em direcção ao nordeste para a terra da famosa Água das Pedras. Esteve um fim de semana com muito calor, o que foi bom para o passeio e para o copo de água. Aproveitei lá estar para matar saudades de Vidago, onde durante muitos anos seguidos fui fazer férias com os meus pais que lá fazem as suas termas anuais, passei pelo famoso hotel Palace e passeei-me a pé por entre o arvoredo do parque que nos brinda com uma sombra refrescante em dias de calor como aqueles. Costuma-se dizer que para aquelas terras só há inverno e verão, muito calor ou muito frio, e é verdade, e por causa desse calor todo, à noite constipei-me, adormeci destapado, não suportava aqueles cobertores e nem o lençol.
Pensava que iria revisitar mais lugares do que realmente fui, mas a ressaca de sono não me permitiu, além do castelo de Chaves fiquei-me mesmo por Vidago, onde já se vêm alguns hoteis fora de serviço de tão antigos que são, e ao passar por eles viajei no pensamento, lembrei-me dos grandes bailes que ali se faziam, das senhoras todas bem vestidas ao lado do pianista, e os homens mais velhos a jogar uma cartada nas mesas de jogo, uma imagem bem contrária ao que vi, as portas podres da chuva e as janelas com alguns estores partidos e as paredes com musgo, fizeram-me sentir que aquele hotel que outrora estava cheio de vida estava agora ele, velho, parado, morto. Outra coisa que me fez imaginar como seriam os outros tempos, foi uma estação de comboio imediatamente ali ao lado do hotel, era só atravessar a estrada, ainda lá estavam algumas máquinas antigas, é mágico, sinto que no momento que lhes toco se estabelece uma ponte para o passado.
E do passado para o presente, como que do antigo para o moderno, conto já a seguir a segunda coisa que me aconteceu esta semana.
São Paulo, que cidade grande! Como podem ver na foto os prédios vão até se perderem de vista, à noite é muito bonito. Fizeram-me uma visita guiada pela cidade à noite onde tive a oportunidade de fotografar os mais importantes edificios com a decoração natalicia.
A condução em S.Paulo é um pouco ao estilo de sobrevivente, ninguém pára nos semáforos vermelhos nas zonas menos iluminadas, ou mesmo nas iluminadas sem carros a acompanhar.
Visitei o bairro japonês, não podia deixar de passar por lá, não estivesse eu acompanhado de 4 japinhas. Até o Mac-Donalds estava escrito em japonês. Tudo muito típico, candeiros e as lojas, tudo em harmonia. Para terminar essa noite levaram-me a comer sushi.
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Sim. Foi este mesmo prato que foi servido para os 4, descalços e sentados no chão, comendo de pauzinhos o peixe cru. As atenções estavam viradas para mim, todos esperavam para ver a minha reacção ao engulir o primeiro filete de salmão cru. Nem pensei duas vezes, enfiei aquilo tudo antes que me caisse dos paus, na boca, primeiro fiz uma expressão sisuda, o suspense levantou-se, um silêncio - Vai vomitar. - disse um deles, - Toma a cerveja... - mas estava optimo fiz uma cara de que estava a gostar e ri-me deles. O restaurante chamava-se Yayoi, com serviço de estacionamento e tudo. E ali estava eu no brasil a conhecer um pouco da gastronomia japonesa.
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Como já disse anteriormente, cada um de nós tem religiões diferentes ou formas diferentes de adorar a Deus se assim o preferirem. Espiritismo. Não fiquei a saber muitos promenores, mas conversei muito com a rapariga que se estava a iniciar para ser uma Wicka, bruxa branca. Para quem já leu "A Brida" de Paulo Coelho, pode ficar a saber que é practicamente tudo verdade e tudo coecide, excepto a parte em que dançam nuas. Todas as noites ela fazia uma espécie de contacto com uma bruxa chamada Soraia, e numa dessas noites, depois de ela ter "comunicado", veio até mim e disse que eu era um mago, mas que ainda não sabia, e que ainda tinha um lado racional muito forte que me prendia... (be afraid, very afraid...) No dia 31, quase todos os brasileiros consultam os buzios, as cartas, fazem mézinhas, enfim o que não falta são receitas para influenciar ou tentar adivinhar o futuro. Empolgado com todo este esoterismo não pude eu de deixar de consultar uma cigana. Fomos até um condomínio fechado, onde se estavam a realizar consultas naquela manhã. O ambiente estava deliciosamente e encantadoramente mágico. As ciganas e ciganos dançavam enquanto íamos chegando, ao fundo estavam os "adivinhos". Fixei o olhar numa cigana linda que dançava de uma forma muito sedutora. Os seus olhos também não se desviavam dos meus enquanto dançava, glup, fiquei sei jeito por instantes. Ela ía se aproximando enquanto dançava e eu não conseguia desviar o olhar - Ela vai me puxar para dançar - pensei eu. Oh não! Não não, não sei dançar - disse, sorrindo e afastando-me até à senhora mais idosa que tratava das consultas. Foi gira a consulta. Acertou em algumas coisas se não em tudo. Acertou é uma maneira de dizer, o que quero dizer é que é possivel acontecer... Só para levantar um pouco do véu, vou ter um ano recheado de projectos grandes e uma sociedade que vai brilhar. Em termos de amor a coisa vai no barco do infortunio, irei conhecer alguém de longe ou do estrangeiro. Em termos de saúde vou estar bem, excepto alguém meu conhecido ou amigo que irá ter uma doença grave... (aqui espero que falhe) disse mais coisas, mas vão ficar só comigo. Fui ter com a linda cigana, estava quase apaixonado por aquela mulher, fiz-lhe umas breves perguntas sobre as máscaras que estava a vender. Eu olhava as máscaras mas só pensava nela, comprei-lhe uma mascara, com rosto de mulher com cores que transmitem o amor. Ela embrulhou a máscara e com um sorriso ao entregar-me o embrulho, disse - Esta pedra é para si. - O que significa? - Perguntei - Representa o equilibrio do espirito e da mente. - e com um sorriso despedi-me e meio zonzo vim embora. |
Atibaia, linda cidade do interior onde a qualidade de vida é melhorada. Trata-se de uma área residencial turística. O que mais gostei em Atibaia foi o facto das casas serem todas baixinhas, apenas com rés-do-chão. Uma cidade simples mas tudo muito cuidado, em harmonia, e a poucos kilometros podemos dislumbrar as fazendas, "sitio" como eles chamam. Por ser uma cidade turística, também pude disfrutar do agito noturno, que se resumia a uma avenida, a Lucas. Era delicioso percorrer aquelas ruas, de calções e mangas cavadas, sentar à sombra num dos barzinhos, pedir aquelas cervejas enormes de 0,6L geladeérrimas, com música brasileira a passar... |
Também tive a oportunidade de andar a cavalo, depois de ter visto o desfile fiquei com imensas saudades de andar. E assim foi, falamos com um dos conhecidos e donos de uma fazenda, que paraiso, ainda por cima ofereceu-nos um pequeno churrasco lá na fazenda, acompanhado com a típica caipirinha e sua famosa pinga. Só nessa fazenda encontrei, cavalos, vacas, galinhas, coelhos, cabras, 7 ou 8 cães, 3 gansos mal dispostos, um piriquito e a Faster, tartaruga rápida lá do sitio. Muito curisosa a tartaruga, depois que lhe tirei uma fotografia perseguia-me por onde eu fosse... a fazenda por si só já era linda, como se não bastasse era rodeada por montanhas lindas.
Nesse dia fazia imenso calor, mas de um momento para o outro enquanto caiam apenas uns pingos de chuva e visitavamos outro sitio ainda maior que aquele, fomos surpreendidos por uma chuva fortissima... que granda molha!! EH EH EH eu só me ria, que maravilha correr e sentir aquela chuva a entrar pela roupa a dentro, o calor, a chuva e a corrida, que sensação maravilhosa. Esperamos que a chuva abrandasse, sequei-me e lá fui eu andar de cavalo ainda à chuva miudinha. Ai ai....
A viagem correu melhor do que esperava, não costumo planear muito, talvez por isso que as coisas tenham corrido melhor do que o esperado. Esperava obviamente encontrar lugares bonitos e conhecer um pouco da gastronomia brasileira, e também ver se as mulheres brasileiras são tão boas como parecem…são…mas também tem muita mulher feia!
A experiência de andar de avião pela primeira vez é que não foi nada de especial. Em 10 horas de voo, só os primeiros 5 minutos e os últimos é que têm alguma coisa de interessante, o resto é só nuvens e bebés a chorar e pernas entorpecidas, enfim, para não falar da ração reduzidíssima que servem, pensam que eu me alimento de oxigénio…
Mas começando de início, na véspera da viagem, véspera de Natal, o tema de conversa foi quase exclusivamente a minha aventura de fazer a viagem sozinho. Foi complicado deixar a família descansada, dormi apenas uma hora mal dormida antes de iniciar a minha “aventura”.
Malas no carro e lá fui eu para Lisboa. Chegado ao aeroporto, embora novo neste tipo de andanças, consegui desenrascar-me sem grandes atribulações. Estava a ficar ansioso por levantar voo. Em silêncio, observava tudo aquilo que era novo para mim.
Apertei o sinto e lá fomos…”vamos lá ver se isto não cai…” – pensava.
Chegado a São Paulo fui recebido por uma das pessoas que me acompanhou durante a estadia e que me deu abrigo em Atibaia – cidade de interior nas redondezas de São Paulo.
Já se sentia o calor, embora com céu nublado. Os meus olhos começaram a devorar todas as paisagens que iam passando na viagem até Atibaia, ia apreciando as pessoas, os camiões típicos de lá, as bermas com terra avermelhada, as palmeiras…
No dia seguinte fiquei a conhecer o resto da “turma” que contribuiu para que a minha viagem se tornasse uma experiência de vida. Ao todo éramos 4, um católico, uma “Espírita” não sei se é assim que se diz, um protestante e um budista, eles os três de nacionalidade brasileira eram de feições japonesa. Um professor de física e química, um filósofo e uma gestora de marketing, pelo meio um deles é gay, meninas podem ficar descansadas que não era eu. A principio estava um pouco receoso, pela possibilidade dele se “atirar” ao je. Felizmente, é uma pessoa com a cabeça no lugar, que mereceu e merece todo o meu respeito, não só tinha um sentido de humor espectacular como uma cultura de perder de vista, não fosse ele um Dr. em filosofia.
Foram eles que serviram de guias e companheiros. As conversas foram das mais interessantes às mais badalhocas. Com um grupo de pessoas com experiências de vida tão diferentes as conversas eram sempre animas e divertidas.
A introdução está feita, nos post’s seguintes vou contar como foram os vários dias, para já coloco só as imagens para abrir o vosso apetite e também para não vos maçar nem a mim com a história completa de uma só empreitada.