Ontem mais uma vez fiquei consternado ao verificar num debate na RTP2 que os produtos trangénicos não são permitidos em Portugal porque se exige uma certeza de 100% que esses produtos não possam causar algum mal. Nota-se perfeitamente que há alguma espécide de preconceito doentio à volta desta questão, cheguei mesmo a ouvir disparates do género: "sou completamente contra os produtos trangénicos, mas se for para a indústria farmaceutica ainda concordo, agora para produtos alimentares não". E o que é que é pior, um doente consumir um medicamento possivelmente com algum problema ou uma pessoa saúdavel??? dah... Mesmo que dêm às pessoas uma segurança de 99% elas continuaram com o preconceito de que não concordam, se calhar é porque não gostam do som da palavra trangénico...
As pessoas esquecem-se que é mais perigoso em Portugal consumir um produto não trangénico que está sujeito a imensos testes de qualidade do que um produto normal que pode estar contaminado com peneumonia-atípica, nitrofuranos, doença das vacas loucas...enfim sabe-se lá mais o quê. Porquê, pergunto eu que as pessoas querem uma certeza para os produtos trangénicos que não têm para os produtos normais???
Isto é mais um sinal da mentalidade senil, retrogada e gasta dos típicos portugueses, e não é só isto, é a questão do direito ao aborto, é a questão do casamento de homosexuais, é a questão do direito à adopção para casais homossexuais, é a questão da liberalização das drogas leves, é a questão da profissionalização da prostituição.
Este país não é verdadeiramente livre enquanto parte dele continuar a querer dar lições de moral através de um instrumento que supostamente só devia servir para nos governar, para nos dar emprego, para nos dar condições de assistência médica, para nos dar educação e isso não os preocupa! Isso é negligênciavel, mas o resto não, o resto é importante, o facto do vizinho ser homossexual e querer casar é muito preocupante para o país...pelo amor de Deus!!!! Ainda há muito hipócrita e moralista neste país, vivemos na idade média, a inquisição ainda existe mas vestida com outras roupas, o 25 de abril aconteceu para sairmos da ditadura, agora vivemos numa ditadura moral.
"Ando balançada com esta história do casamento. Sabes que traí o meu namorado no final do ano e na altura foi um misto de excitação e adrenalina, mas agora chego á conclusão que pus tudo a perder por uma aventura que já nem quero nem vou repetir! É só o prazer ou satisfação de momento sem qualquer tipo de felicidade, sentimento ou cumplicidade. E pensar que poderíamos ser apanhados naquele fim-de-semana, quando o meu namorado tinha organizado um jantar romântico surpresa...e foi a partir desse dia que resolvi tentar mudar um pouco, e digo-te que se perde o tempo nas buscas futeis da vida...sem dar-nos conta que acabamos por realmente perder a vida nas buscas"
Quando tudo parece não fazer sentido, e nos sentimos um pouco perdidos vale a pena sentar, refletir e valorizar o que se tem, vivemos numa era de consumo em que tudo se tem com o passar de um cartão, o verdadeiro amor não se compra nem se obtem com um estalar de dedos, constroi-se e alimenta-se. Vivemos habituados a um ritmo alucinante de coisas novas e sem querer acabamos por querer viver a nossa vida amorosa também assim, mas há coisas que são genuínas e que não mudam nem mesmo que tentemos adaptalas. Há coisas que não mudam consoante a época, cultura, país, nem rei ou presidente, nem mesmo de planeta...isso é o amor.
hoje faz um ano que lhe pedi em namoro, sempre gostei dela, mas depois que acabei, tenho pensado sobre o assunto e realmente vejo que se as coisas não dão certo é porque ao contrário de ficar de braços cruzados eu tenho é que lutar por um lugar ao sol para o nosso amor. O que me faz gostar dela é a sua personalidade, vai haver sempre uma míuda qq a fazer-se ao piso...mas eu tenho é de lutar por esta relação, fazer valer o que tenho com ela, porque se eu não o fizer não vai ser o espírito santo que vai. Só receio que agora seja tarde de mais...